segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Turbocompressor

O turbocompressor tem a função no motor diesel de aumentar o volume de ar enviado para os cilindros, permitindo que possa ser injetado mais combustível, aumentando desta forma a potência do motor. Em regiões mais altas, o turbocompressor também tem a função de ajudar a compensar o ar rerefeito, reduzindo a condição de mistura rica – Mais combustível que ar.

A instalação do turbocompressor e feita no coletor de exaustão e trabalha utilizando os seus gases. Estes  gases acionam as lâminas da turbina, em seu alojamento, comumente chamada de parte quente. A turbina é diretamente conectada por um eixo ao compressor (Parte fria) forçando a entrada de ar para o motor. Como o ar é forçado para dentro do motor, o mesmo se aquece sendo necessário o uso de um intercooler ou aftercooler para resfriá-lo.

Como dito anteriormente o acionamento do turbocompressor é realizado pelos gases de exaustão, que permite o envio de mais ar para o motor, que queima mais combustível, gerando mais gases em um ciclo continuo. Em determinadas aplicações este ciclo tem que ser controlado, a fim de se limitar o volume de ar enviado ao motor e consequentemente a rotação do turbo. Este controle é realizado pela válvula Wastegate que abre uma passagem no alojamento da turbina (Parte quente), desviando os gases direto para a tubo de exaustão fazendo um bypass no acionamento da turbina.












Válvula Wastegate
Como Reduzir o Desgaste Excessivo do FPS (Ferramenta de Penetração do Solo)

Como está o custo de FPS (Ferramenta de Penetração do Solo) da sua frota? Você sabia que um mau gerenciamento do FPS, junto com a falta da técnica de operação correta, aumentam os custos do equipamento?

É possível reduzir estes custos e aumentar a produtividade do seu equipamento de forma significativa com técnicas simples de operação.
Vamos ver algumas dicas simples vão lhe ajudar:

Carregadeiras de rodas(1):
  • Quando você penetra no material de forma incorreta gera um maior esforço do equipamento (Aumento do consumo de combustível), uma vez que o fundo das pontas estão fazendo o ataque no material;
  • Compromete o desgaste padrão do FPS, podendo furar as pontas ainda com bastante material para desgaste;
  • Desgaste da parte inferior da caçamba fragilizando a mesma e aumentando o custo de reparo;
  • Aumento dos ciclos de carregamento, fadigando o operador. Entrando de forma incorreta no material não é possível conseguir um bom fator de enchimento.

Motoniveladora(1):
03 (Três) fatores que impactam na vida útil das bordas cortantes das motoniveladoras, são:
  • Ângulo incorreto da lâmina;

  • Alta velocidade durante o corte;
  • Pressão sobre a borda cortante sobre o solo durante o corte.


Em cortes pesados opere a uma velocidade máxima de 10Km/h e evite fazer muita pressão da lâmina sobre o solo, isso evitará o aquecimento da borda, consequentemente o desgaste acelerado.

ACELERAÇÃO + PRESSÃO SOBRE O SOLO = DESGASTE ACELERADO

* A inclinação excessiva para trás poderá danificar a lâmina.

Trator de Esteira(1) – Escarificação:
Estenda o conjunto do ripper completamente para trás, isso permitirá que o peso do trator esteja sobre a ponta da capa aumentando a pressão sobre o solo. Inicie o deslocamento e aprofunde o escarificador no solo até a profundidade desejada e em seguida recolha o conjunto do ripper a posição que permita um bom corte.




 (1) Lembre-se, é importante a seleção correta do FPS para cada tipo de aplicação e solo. O fabricante ou revendedor do equipamento podem lhe ajudar na escolha.
Interpretação de Resultados de Análise de Óleo – Alto Teor de Cobre

Vocês já receberam um relatório de análise de óleo com o resultado alarmando nível Crítico e solicitando intervenção imediata do equipamento devido aos elevados níveis de cobre?

Isso não é incomum de acontecer e estes resultados nos deixam preocupados quanto a um possível desgaste excessivo ou quebra de um componente.

Mas, muitas vezes o que não vem explícito nos relatórios é que este elevado nível do cobre, pode estar relacionado a uma reação química que ocorre no interior dos trocadores de calor – Leaching.
Esta reação química ocorre devido a uma quantidade significativa de cobre ser dissolvida da superfície das canaletas dos trocadores de calor, através do contato com o óleo. O cobre dissolvido da superfície das canaletas pode atingir partículas por milhão (PPM) na casa das centenas.
Abaixo alguns componentes e sistemas que tipicamente possuem trocadores de calor:
  • Motor diesel;
  • Transmissões;
  • Sistema de Direção;
  • Sistema Hidráulico.

Segue prováveis causas de leaching, informadas por fabricantes de motores e equipamentos:
  • Equipamento novo;
  • Instalação de um novo trocador de calor;
  • Óleo com uma formulação diferente;
  • A temperatura do óleo excede o limite do projeto do componente;

A inspeção de filtros é uma ação importante para determinar se os resultados de alto teor de cobre tratam de leaching ou desgaste de um componente. Durante a abertura do filtro, se for verificado a presença de material tipo cobre no elemento filtrante, trata-se de um desgaste interno do componente, requerendo assim uma ação imediata. No entanto se o elemento filtrante estiver limpo, o alto teor de cobre é resultado de um possível processo de leaching, onde, é necessário manter o monitoramento do componente, mesmo com o filtro limpo.


Consulte o laboratório em que você envia suas amostras de óleo, para saber mais sobre o processo de leaching e como deve tratar seus resultados.
Aquecimento do Motor Diesel

Já perceberam que quando um motor diesel apresenta o sintoma de superaquecimento, nós temos a ideia pré-concebida de falha na bomba d’água, termostato ou obstrução do radiador e ignoramos algumas outras causas prováveis simples de serem avaliadas.

Aqui estão possíveis falhas no sistema de arrefecimento que podem ocasionar o superaquecimento no motor. Lembro que de acordo com as configurações e aplicações do motor diesel podem haver outras falhas/anormalidades que levem ao superaquecimento.

1.       Qualidade do liquido arrefecedor:
1.1.    Diluição por água no liquido arrefecedor;
1.2.    Cor deve ser similar ao arrefecedor novo;
1.3.    Presença de contaminantes;

2.       Presença de ar no sistema de arrefecimento:
2.1.    Abastecimento ou complemento incorreto do sistema;
2.2.    Vazamento de gases de combustão para o sistema de arrefecimento;

3.       Radiador:
3.1.    Obstrução das aletas, impedindo/reduzindo o fluxo de ar;
3.2.    Galerias (Canaletas) do radiador obstruídas, impedindo/reduzindo o fluxo do liquido arrefecedor;

4.       Hélice do ventilador:
4.1.    Mau funcionamento do dispositivo de acionamento (Correias, tensionadores de correia, motor hidráulico, etc.);
4.2.    Aquecimento do motor após serviços realizados, pode indicar instalação invertida da hélice ou do dispositivo de acionamento;

5.       Tampa do radiador (Pressão do sistema):
5.1.    Danos na tampa do radiador impedem que o sistema atinja sua pressão especificada de trabalho, ocasionando o superaquecimento. Lembre que mesmo com aditivos que aumentam o ponto de ebulição, o fluido enquanto está sob uma pressão de 1 ATM tendem a ferver a uma temperatura menor que  quando estão sob pressão maior.

6.          Válvula termostática (Termostato):
6.1.    Quando ocorre uma falha no termostato o liquido arrefecedor circula continuamente apenas no motor, sem ser direcionado ao radiador para fazer a troca de calor.

7.       Mangueiras e mangotes:
7.1.     Obstruções internas das linhas do sistema;
7.2.    Mangotes fabricados com material fora do especificado, instalados em linhas de sucção podem se deformar reduzindo o fluxo do arrefecedor;

8.       Bomba D’água
8.1.    Falha no sistema de acionamento da bomba;
8.2.    Falha do conjunto rotativo;

9.       Carga do sistema;
9.1.    Sobrecarga do motor diesel.
9.2.    Sobrecarga do equipamento. De acordo com a aplicação do motor uma sobrecarga em outro sistema, pode elevar a temperatura deste, acarretando o aumento da temperatura do motor. É importante definir se está ocorrendo esta situação. Como exemplo, um motor que é aplicado em um trator de esteira, pode vir a aquecer devido a uma sobrecarga ou falha no sistema de arrefecimento do trem de força.

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